Menina cigana comove a Itália

Rebecca Covaciu é uma menina romena de etnia cigana. (Sobre)vive em Itália, onde os ciganos têm nos últimos anos sofrido perseguições desumanas. Aos 12 anos, tem já uma história de vida marcada pela marginalização e pelo sofrimento. Comoveu os italianos e, agora, em jeito de apelo, deixa um testemunho tocante à Europa.

O drama da pequena Rebecca começou quando a família deixou Arad (Roménia), ironicamente para fugir à pobreza e à discriminação. Em Itália, no entanto, os Covaciu têm sido alvo do ódio racial. Em Milão quase foram linchados por um grupo racista e a polícia destruiu por várias vezes os abrigos provisórios construídos pelo pai de Rebecca, Stelian, deixando a família a viver na rua. E só a ajuda de uma organização humanitária impediu Stelian, a mulher e os quatro filhos do casal de morrer à fome.

Seguiram-se depois Ávila (Espanha), Nápoles e, agora, Potenza, na região de Basilicata, Sul de Itália. Vários pousos, mas o mesmo denominador comum – uma vida de perseguições e de miséria. Já foi agredida pela polícia, viu o pai ser espancado para a defender, viu morrer outras crianças por falta de medicamentos e um acampamento de ciganos ser incendiado. Também já mendigou com os pais em Espanha e em Itália.

Agora, num vídeo intitulado ‘Querida Europa’, que será exibido no Parlamento Europeu, Rebecca, cujo sonho é ir à escola e que os seus pais tenham trabalho, deixa o apelo na primeira pessoa. “Quando eu crescer, quero ajudar os pobres e pintar o mundo dos ciganos. Ajudem–nos”, afirma Rebecca, que já ganhou um prémio de desenho da UNICEF.

A sua história está a emocionar os italianos numa altura em que o governo avança com um polémico censo da população cigana – iniciativa que se pretende alargar ao nível europeu, propondo a criação de um banco de DNA e impressões digitais de crianças ciganas.

Fonte: http://www.irohin.org.br/

Published in: on julho 19, 2010 at 10:03 pm  Comments (1)  

Países do leste europeu comprometem-se a melhorar situação dos ciganos

MULTICULTURALIDADE

Oito países da Europa de Leste comprometeram-se recentemente a adoptar medidas com vista a melhorar a integração da população de etnia cigana, considerada a maior, mais pobre e jovem minoria da Europa. A iniciativa, lançada pelo Banco Mundial e pela fundação do multimilionário americano de origem húngara George Soros, foi assinada pela Bulgária, Hungria, Roménia, Macedónia, República Checa, Eslováquia, Sérvia e Montenegro, que prometeram trabalhar para ?abolir a discriminação? e ?ultrapassar o inaceitável fosso que separa os ciganos da restante população”.
Segundo um estudo do Banco Mundial, os ciganos constituem a etnia mais jovem do continente europeu, devido, sobretudo, ao alto índice de natalidade verificado entre a sua população (entre 40% a 50% tem menos de 20 anos), que se estima contar entre sete e nove milhões de habitantes. De acordo com a União Europeia, porém, este número poderá variar entre os 10 e os 12 milhões, o que representaria cerca de 2% da população dos 25 países que integram a UE. A falta de estatísticas fiáveis sobre este grupo deve-se ao facto de muitos ciganos não declararem a sua etnia de origem com receio de serem discriminados.
Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre os ciganos do Leste europeu confirma que o seu nível de vida é muito inferior ao da restante população.
Na Bulgária e na Sérvia, por exemplo, o número de ciganos que vive abaixo do limiar de pobreza é cinco vezes superior à da restante população. Na Roménia, sete em cada dez ciganos não têm acesso a água potável e oito em cada dez não tem acesso a medicamentos. Em toda a região, excepto na República Checa, menos de dois ciganos em cada dez tiveram acesso ao ensino básico.
Recentemente, cerca de dois mil ciganos manifestaram-se frente ao Parlamento búlgaro empunhando cartazes onde se podia ler palavras de ordem como “Queremos trabalhar, não queremos esmolas”, “Basta de mentiras” ou “A educação vai salvar-nos”.

Fonte: http://www.apagina.pt/

Published in: on julho 16, 2010 at 9:32 pm  Deixe um comentário  

SEMTHAS valoriza cultura cigana de Penedo

A comunidade cigana da cidade de penedo, com a parceria da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas), através da secretária Elenice Saldanha, participará da segunda edição do prêmio “culturas ciganas”, competição essa que tem como finalidade precípua, o resgate e a valorização das tradições daquela raça.

O auditório do Centro de Saúde III, Sesp, recebeu um grande número de ciganos, entre crianças e adultos, que foi convidado para participar desse evento representando a nossa cidade e  ver de perto através das palavras da representante do (MIC), Ministério da Cultura da região nordeste, Sônia Maria da Silva, a apresentação de forma sucinta de todas as regras da competição e como aquela comunidade cigana deveria proceder para participar desse evento cultu-
ral promovido pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Secretaria Nacional de Identidade e Diversidade Cultural, além da Pastoral dos Nômades do Brasil, todos ligados ao Ministério da Cultura.

Vale salientar, que após o encontro, ficou decidida a realização de oficinas para preparação dos grupos ciganos de Penedo, que auxiliados por membros da Secretaria Municipal de Cultura e da Semthas, farão um trabalho conjunto, visando um bom desempenho nesse concurso nacional de valorização da cultura cigana, onde com isso quem ganhará, é sem sombra de dúvida, a cidade de Penedo.

Em síntese, esse concurso permitirá a participação direta daqueles que não dominam a escrita, e servirá para o povo cigano vivenciar suas tradições culturais. Durante a reunião deu-se muitos testemunhos de nossos ciganos, mostrando como é o seu cotidiano e falando da discriminação, da qual ainda são vítimas por parte da sociedade que os colocam à margem do processo.

Fonte: http://www.conexaopenedo.com.br/

Published in: on junho 7, 2010 at 6:15 pm  Deixe um comentário  

Eslováquia planeja separar as crianças romani de suas famílias

A Amnesty International advertiu que estabelecer internatos para meninos e meninas romani  [ciganos] “e separá-los gradualmente de sua forma de vida atual nos assentamentos” é discriminatório e um claro ataque ao modo de vida romani.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, afirmou hoje (8 de março) que o governo propõe um sistema no qual os menores de idade romani sejam separados dos assentamentos para estudar em internatos.

“A idéia de que meninos e meninas romani devem ser separados de suas famílias e educados em internatos, quando poderiam receber educação em escolas normais próximas de suas moradias, vai claramente contra o interesse superior dos menores. Tirá-los de seu ambiente e separá-los de suas famílias é um atentado contra a sua identidade”, disse Halya Gowan, diretora do Programa Regional da Amnesty International para a Europa e a Ásia Central.

O falto de algumas famílias romani viverem em assentamentos – como outras famílias na Eslováquia – traz dificuldades para apoiar a educação de seus filhos devido á pobreza, às barreiras idiomáticas e outros fatores que demonstram a necessidade de o governo oferecer apoio e ajuda para que superem estes obstáculos.

“Isolados do exterior, as crianças romani têm mais dificuldades para participar plenamente na sociedade eslovaca. A proposta do governo perpetuará a segregação na qual vivem atualmente. De fato, pressupõe sua oficialização”, afirmou Halya Gowan.

“A proposta do governo destoa completamente dos avanços na União Europeia. Se adotada, seria uma contravenção absoluta à legislação eslovaca e às normas internacionais de direitos humanos contra a discriminação, que são de cumprimento obrigatório pela Eslováquia”.

A Amnesty International já havia exposto motivos de grande preocupação pela discriminação e segregação dos meninos e meninas romani nas escolas eslovacas, incluindo sua escolarização em centros especiais e classes para alunos com deficiência mental.

“Em vez de estabelecer um sistema de educação paralelo baseado na origem étnica dos menores, o governo eslovaco deve concentrar seus esforços em garantir que as escolas de educação geral incluam a todas as crianças, independente de sua procedência social, idioma ou outras capacidades”, afirmou Halya Gowan.

A Amnesty International pediu ao governo da Eslováquia que aborde o problema desde sua raiz: a segregação persistente dos menores romani na educação, e que tente resolvê-lo introduzindo reformas no sistema de educação dirigidas a garantir um ensino realmente inclusivo para todos os meninos e meninas. O governo deve proporcionar o apoio necessário às famílias e aos alunos que necessitem, para que possam participar de forma eficaz e desenvolver ao máximo seu potencial dentro da educação primária geral.

Veja também:

Slovakia: Roma Children Still Lose Out: Segregation persists in Slovak schools despite new law – Campaign Digest

Nota aos jornalistas

Este trabalho é parte da campanha da Amnesty International ‘Exija Dignidade’, dirigida a pôr fim às violações dos direitos humanos que conduzem à pobreza mundial e a agravam. A campanha mobilizará pessoas de todo o mundo para exigir que governos, empresas e outros escutem as vozes de quem vive na pobreza e reconheçam e protejam seus direitos. Desejando mais informações, visitem: http://www.amnesty.org/es/demand-dignity.

Amnesty International

Comunicado à Imprensa – Índice AI: PRE01/077/2010

8 de março de 2010

Tradução livre

Published in: on maio 27, 2010 at 3:27 pm  Deixe um comentário  

Dança Cigana atrai público em S. Bernardo

Base teórica unida à prática habilita os alunos

O contato com componentes da cultura cigana ainda é pouco explorado, sendo tratado com receio pela maioria das pessoas. Porém, uma das vertentes dessa cultura mais conhecida, a dança cigana, pode ser encontrada por meio de aulas ministradas pelo professor Ávallos Ernandes Gutierrez de Mendonça, no bairro Demarchi, em São Bernardo. Os encontros ocorrem todas às terças-feiras, das 20:30 horas às 22:00 horas.

Na dança típica cigana, abordada neste curso, a mulher dança descalça, com saia rodada até o tornozelo, sem coreografia, direcionando-se muitas vezes pelo olhar do parceiro. “A dança cigana que ensino é típica, não coreografada. Primeiro explico historicamente sobre a cultura, para que o aluno passe a saber que o cigano é uma etnia, com características próprias, com língua (romani), com organização e costumes sociais, que trabalha, e não uma religião, como muitos acham. Depois foco na prática pela dança. Levo os alunos às festas, eventos e atividades extras”, explicou Ávallos, sobre seu método que já formou 150 alunos durante os oito anos nessa área.

Em seu trabalho, Ávallos também aplica um foco individual em cada aprendiz, mediando os bloqueios, como a timidez, com a meta no desenvolvimento humano. O público que costuma por esse curso é de faixa etária diversa, mas composto majoritariamente por mulheres. O curso é composto pela fase básica (12 meses) e pela fase avançada (24 meses). “No começo trabalho pontos específicos, como quadril, mãos e giros, depois acrescento instrumentos, dentre os quais estão o lenço, leque, pandeiro, fita, castanholas e punhal. Os alunos só se apresentam nos eventos após a conclusão do básico e de pelo menos quatro meses do avançado”, disse o professor.

Os ciganos ainda são vítimas de constante preconceito. Sobre uma das atividades extras Ávallos destacou um fato: “Nós fomos vestidos de ciganos para o shopping Metrópole, para observar como seriamos tratados pelos gadjos (não ciganos). Alguns olhavam com admiração, outros com desprezo. Durante todo o passeio fomos perseguidos por seguranças”.

Além de dar aulas, ele promove palestras e coordena o grupo Estrella de Sarah Kali, o qual já existe há oito anos. O grupo é formado por alunos e se apresentam em eventos culturais do ABC e São Paulo, como o “Revelando SP”, por meio da dança. “Geralmente o público que assiste se interessa e é bastante receptivo, como na apresentação no CAPS (Centro de Atendimento Psicosocial), no Paço”. Ávallos já ofereceu este curso gratuitamente no Juventude, pela Prefeitura de São Bernardo, até o início deste ano.

Quatro alunos desse projeto continuaram com as aulas no Demarchi, como a estudante de Psicologia, Taís Fecher Gashler. Ela pesquisa a cultura cigana desde a adolescência: “Em sites de relacionamento pude conversar com ciganos e pessoas que conhecem o tema, tanto que encontrei uma moça que faz aula comigo”. A estudante indicou para interessados no assunto o livro “Enterrem-me em pé”, da norte-americana Isabel Fonseca, sobre a história, identidade complexa e expansões dos ciganos.

Em relação aos benefícios, ela citou: “O professor trabalha em cima das nossas dificuldades, facilidades e jeito de lidar com as situações. Trabalhando o corpo, consequentemente trabalhamos nossos bloqueios”. Dentre os costumes ciganos, Taís destacou: “O que mais admiro nos ciganos é o respeito que eles têm aos idosos, pedindo conselhos, e a consideração pelas crianças, as primeiras a serem alimentadas e vestidas”.

JARIZA RUGIANO

Published in: on maio 14, 2010 at 12:04 pm  Deixe um comentário  

Troca de Família – Família Cigana e Vegana

Nas últimas duas semanas a rede de televisão Record transmitiu o programa “Troca de Família”, em que as mães de uma família cigana e de uma vegana trocaram de lugar por alguns dias. Abaixo está o primeiro vídeo, e os demais links pra assistir na íntegra.

Parte 1:

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=sTh4n8lkT_4&feature=related

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=gmumrmSGYiM&feature=related

Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=_T50b-2FfHY&feature=related

Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=peoVldbwwh8&feature=related

Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=xKj_GNKCds8

Parte 7: http://www.youtube.com/watch?v=-YFbiN3UUAY&feature=related

Parte 8: http://www.youtube.com/watch?v=uDZEo7Nx-Nc

Parte 9: http://www.youtube.com/watch?v=OosvMIgUxkU

Parte 10: http://www.youtube.com/watch?v=f_n-cHBrMfc

Imperdível!

Published in: on maio 12, 2010 at 9:08 pm  Comments (1)  

Prêmio Culturas Ciganas 2010

16 de abril de 2010 

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) publicou no dia 16 de abril, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 18 a 21), o Edital nº 006 abrindo as incrições para o Prêmio Culturas Ciganas 2010. Os interessados têm até o dia 12 de julho para enviarem suas inscrições.

O Prêmio Culturas Ciganas 2010 está em sua segunda edição e premiará 30 iniciativas que envolvam trabalhos, individuais ou coletivos, que fortaleçam as expressões culturais ciganas. A nova edição do Prêmio Culturas Ciganas distribuirá R$ 300.000,00 em prêmios, sendo R$ 10 mil para cada iniciativa premiada.

As inscrições, para os concursos poderão ser feitas pelos Correios, por áudio, vídeo e pela internet. As inscrições online, no entanto, estarão disponíveis apenas nos próximos dias. A SID/MinC divulgará a data prevista para a implementação deste novo recurso, ainda em fase de testes.

Confira o edital e os anexos:

Edital em PDF: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/edital-premio-culturas-ciganas-2010.pdf

Cartilha: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/manual-premio-culturas-ciganas-2010.pdf

Inscrições on line: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/05/tutorial-salic-web-para-editais.pdf

Informações e esclarecimentos referentes ao edital poderão ser obtidos  pelo endereço eletrônico <!–

premioculturacigana2010@cultura.gov.br ou pelo telefone/fax (61) 2024 2383, de segunda a sexta, das 9 às 18h na Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural.

Published in: on maio 12, 2010 at 8:34 pm  Deixe um comentário  

Ciganos lamentam discriminação

Representantes da Igreja e associações civis reunidas em Fórum Ibérico

O povo cigano “foi e continua a ser discriminado há mais de 500 anos”, disse Dinis Abreu, Presidente da CIGLEI (Associação Cigana de Leiria), no Fórum Ibérico sobre a Etnia Cigana.

A decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até dia 9, este Fórum pretende analisar a problemática caracterizada relativamente à conjuntura da etnia cigana em Portugal e Espanha.

Dinis Abreu sublinhou que os ciganos são uma comunidade com uma “cultura própria e tradições diferentes, com regras de conduta que respeitamos, mas também uma comunidade com vontade de modernização e com anseios de desenvolvimento e de progresso”.

“Cansados de tanta discriminação”, os ciganos tiveram de criar o seu próprio modo de vida. Primeiro, “nas feiras, a venda do gado e, mais tarde, em feiras e mercados, o comércio do têxtil e calçado”.

Actualmente, apesar da “forte vontade do cumprimento da lei”, o presidente da referida associação lamenta que essas mesmas leis “estão desajustadas da vida real e, por isso, não contribuindo para um harmonioso desenvolvimento da etnia cigana”.

“São leis feitas por burocratas de gabinete que nem sonham o que é ser comerciante em feiras e mercados, não tendo consultado quem sente as agruras do dia-a-dia de um cigano”, acrescenta.

Na apresentação do «III Relatório sobre Portugal pela Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI): aspectos relativos aos ciganos», Fernando Ferreira Ramos disse aos participantes que “há um agravamento das situações das comunidades ciganas em Portugal”.

Apesar dos “esforços desenvolvidos” pelas instâncias internacionais, este membro do ECRI afirmou à Agência ECCLESIA que existe “uma necessidade de prever e de adoptar uma estratégia nacional de luta contra o anti-ciganismo”.

O relatório – datado de 2006 – chega à conclusão que “há uma exclusão social das comunidades ciganas a viver em Portugal”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, afirmou que “é necessário mudar a mentalidade sobre a etnia cigana” e “criar um certo acolhimento a estas minorias”. Esta alteração “demora muitas gerações”.

Apesar de reconhecer que até ao momento nenhum país conseguiu “a inclusão desta etnia”, D. António Vitalino refere que há países “mais adiantados que o nosso” nesta área.

A criação de condições “é uma ferramenta necessária” para a inclusão. Uma criança que vive numa “tenda ou na barraca” não faz o seu círculo de amigos e “não cria a sua situação de estabilidade para aprender as normas e as regras” – frisou o Presidente da Comissão Episcopal.

Por sua vez, Dinis Abreu pede ao Governo que “não nos ostracize ainda mais”.

Depois de apresentar os problemas da etnia cigana, António Pinto Nunes, Presidente da Federação Calhim Portuguesa, alerta “os governantes para as manobras de aproximação que os ciganos estão a fazer no sentido da inclusão do nosso povo”. E avança: “nós queremos que nos conheçam melhor”.

Hoje, dia 8 de Abril, celebra-se o Dia Internacional dos Ciganos que foi oficializado em 1971, no Congresso Mundial de Ciganos em Londres, tendo sido aceite pela maioria das associações de comunidades ciganas, com vista à promoção da sua cultura.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

Published in: on abril 29, 2010 at 3:13 pm  Deixe um comentário  

De Nova York a Bucareste – Por que ignoramos os ciganos, que também foram vítimas do Holocausto?

por Gustavo Chacra

09.abril.2010

Os Romas, como são oficialmente conhecidos os ciganos (gypsies, em inglês), celebraram ontem a sua data nos Estados Unidos. E as comemorações não receberam atenção nenhuma, a não ser da secretária de Estado Hillary Clinton. Afinal, os ciganos são praticamente ignorados e quase ninguém no mundo luta pelos direitos deste povo. No Holocausto, eles também foram levados para campos de concentração e eliminados em escala industrial pelo regime nazista. Mas ficaram sem indenização ao perderem as suas posses e seus parentes. Não há memorial para eles. Os ciganos tampouco possuem um Estado, apesar de serem minorias expressivas em países do Leste Europeu, como a Romênia.  Não vemos movimentos internacionais como os existentes pela criação da Palestina, de Kosovo, de Timor Oriental ou do Curdistão. Os ciganos são perseguidos na Itália e na Suíça, mas poucos se preocupam em defendê-los, ao contrário do que ocorre com imigrantes ilegais de nações africanas.

Não sabemos quase nada sobre os ciganos, ou romas. Há estereótipos, como o de que eles trapaceiam ao dizer que lêem o futuro com bolas de cristais, que roubam pessoas em estações de trem, que agridem suas mulheres. Seriam também nômades que montam suas tendas por onde passam, consumindo bebidas indiscriminadamente. Os ciganos, ou romas, não são uma religião, mas um povo com uma cultura particular. Muitos se destacam nas arte, na literatura e na música, mas também existem médicos, advogados e outros profissionais.

Um dos problemas, segundo o educador alemão Mairele Krause, é que os ciganos, por sofrerem com a perseguição, estabeleceram uma cultura de segredo e proteção que torna difícil entendê-los e estudá-los. David Mayall, um acadêmico que escreveu a história dos ciganos nos últimos 500 anos, afirma ser difícil definir uma identidade para este povo, pois elas são múltiplas.

No site do Centro de Defesa de Direitos dos Romas, na Europa, fiquei sabendo que as crianças ciganas são discriminadas em escolas da Croácia, ao serem colocadas em classes separadas. O governo eslovaco também defendeu que eles estudassem em colégios a parte do restante da população. Na Hungria, foram 45 ataques violentos contra os ciganos em 2009, que também foram vítimas de agressões na Itália. Muitos foram expulsos de suas casas em Milão. A França também desrespeita o trânsito de ciganos, inclusive os que são cidadãos europeus.

Os Estados Unidos estão desenvolvendo uma série de programas para ajudar os ciganos ao redor do mundo. Afinal, como diz Hillary Clinton, “temos que nos lembrar com orgulho dos atos corajosos de homens e mulheres que se recusaram a permanecer em silêncio diante do extermínio cometido pelo regime nazista”. Aliás, os ciganos denominam o Holocausto como Porrajmos.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/

Published in: on abril 9, 2010 at 3:39 pm  Deixe um comentário  

Vídeos da campanha espanhola “Conócelos antes de juzgarlos”

Published in: on abril 8, 2010 at 8:53 pm  Deixe um comentário