Unesco forma força-tarefa sobre educação de crianças ciganas

NOVA IORQUE (Rádio ONU) – A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, realiza nesta quinta-feira uma reunião de dois dias para debater problemas sobre a educação de crianças ciganas.

Segundo a Unesco, o povo Roma enfrenta, muitas vezes, discriminação nas escolas o que impede que as crianças concluam seu ensino fundamental.

A agência da ONU tem uma força-tarefa para tratar do tema, conhecida como Itfer. O encontro ocorrerá no Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo, na França.

10 Milhões de Integrantes

Os debates se concentraram desde o ensino pré-escolar passando a cursos profissionalizantes até a educação de adultos.

O povo Roma, na Europa, tem mais de 10 milhões de integrantes. Cerca de 50% dos ciganos no continente não conseguem terminar o ensino primário.

De todos os povos europeus, os Roma são o que têm o maior risco de permanecerem numa situação de pobreza, baixos níveis de escolaridade e desemprego.

 

Fonte: http://www.oreporter.com/

Published in: on novembro 14, 2010 at 12:47 pm  Deixe um comentário  

Vaticano e comissão da ONU criticam França por expulsão de ciganos

GENEBRA e CIDADE VATICANO – Uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) exortou nesta sexta-feira a França a suspender a expulsão de ciganos , e condenou os discursos políticos de “natureza discriminatória” no país e a escalada de atos violentos de “caráter racista”. De forma parecida, o Vaticano também mostrou preocupação com o caso e propôs uma regulamentação específica para a minoria.

A Comissão pela Eliminação da Discriminação Racial da ONU, formada por 18 especialistas, expressou preocupação de que as centenas de ciganos que supostamente aderiram recentemente ao programa de repatriação voluntária para a Romênia não tenham sido devidamente informados sobre seus direitos, nem tenham consentido livremente a voltar ao país de origem. O grupo também advertiu Paris pelo caráter coletivo das expulsões, que visariam um grupo étnico como um todo.

– O problema é a abordagem coletiva, baseada na questão étnica – destacou Patrick Thornberry, integrante da comissão.

As críticas foram rapidamente rebatidas pelo embaixador francês para os Direitos Humanos, François Zimeray, que afirmou que o governo de Nicolas Sarkozy “respeita escrupulosamente as leis da União Europeia e trata os ciganos caso a caso”.

– Nosso objetivo não é adicionar mais drama ao que já é dramático, nem mais sofrimento ao que já existe, mas sim colocar fim a uma situação que não é mais tolerável – disse Zimeray.

A França vem expulsando por ano cerca de dez mil ciganos de seu território. A situação, no entanto, passou a atrair maior atenção de grupos de direitos humanos e da mídia quando Nicolas Sarkozy endureceu, no mês passado, a ofensiva contra os que vivem ilegalmente na França, associando-os à prostituição e à exploração de menores. Na ocasião, o presidente francês prometeu desmantelar acampamentos ilegais da minoria – cem deles já foram fechados- e expulsar 700 ciganos até o fim deste mês.

A oposição critica a investida e acusa o presidente de disseminar racismo para aumentar sua popularidade, que está em baixa. Uma pesquisa publicada nesta sexta pelo “Figaro” aponta que dois a cada três franceses apoiam a expulsão.

Fazendo coro à comissão da ONU, o Vaticano também expressou preocupação em relação à condição dos ciganos na Europa, e propôs a adoção de regras particulares para a minoria.

– Os ciganos constituem a minoria mais importante da Europa, com mais de 12 milhões de pessoas. Deveríamos criar uma regulamentação especial que leve em conta suas tradições e sua cultura – disse Agostino Marchetto, secretário do Pontifício Conselho para Migrantes.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Published in: on setembro 4, 2010 at 10:54 am  Deixe um comentário  

Vingança étnica: jovem de 14 anos colocava vídeos anti-ciganos na internet

Um rapaz de 14 anos publicou vários vídeos no YouTube incentivando à violência étnica contra a comunidade cigana de Elvas. O jovem já foi identificado e interrogado pela PJ.

Os vídeos – intitulados “porrada nos ciganos” – continuam alojados no site. No entanto, já foi desactivado o blogue do mesmo suspeito. Nos filmes podem ver-se, ainda que com má qualidade, dois actos de vandalismo sobre carrinhas de indivíduos de etnia cigana.

Dois dos vídeos dizem respeito ao incidente do passado dia 29 de Março que levou à identificação do rapaz, que terá ateado fogo a uma viatura que ficou quase totalmente destruída.

Fonte policial contou ao Diário de Notícias que o clima de tensão com a comunidade cigana de Elvas começou em Fevereiro, quando cinco bombeiros foram hospitalizados com ferimentos graves provocados por uma explosão de pólvora num incêndio num acampamento cigano da zona. Dias antes, tinham sido agredidos no mesmo local.

Já no início do mês de Março, a Câmara Municipal de Elvas ordenou a demolição das barracas do acampamento das Fontainhas. As quatro famílias ciganas que aí viviam foram realojadas no Bairro de São Pedro, junto ao quartel dos bombeiros, onde residem outras famílias.

“O clima de tensão no local era evidente e começou a ser acompanhado das mensagens na Internet a incentivar à violência”, disse a fonte policial.

“Está a viver-se um ambiente muito mau, há quem não nos queira cá”, afirmou um morador, que não quis ser identificado.

Fonte: http://diario.iol.pt/

Published in: on agosto 3, 2010 at 11:55 am  Deixe um comentário  

Países do leste europeu comprometem-se a melhorar situação dos ciganos

MULTICULTURALIDADE

Oito países da Europa de Leste comprometeram-se recentemente a adoptar medidas com vista a melhorar a integração da população de etnia cigana, considerada a maior, mais pobre e jovem minoria da Europa. A iniciativa, lançada pelo Banco Mundial e pela fundação do multimilionário americano de origem húngara George Soros, foi assinada pela Bulgária, Hungria, Roménia, Macedónia, República Checa, Eslováquia, Sérvia e Montenegro, que prometeram trabalhar para ?abolir a discriminação? e ?ultrapassar o inaceitável fosso que separa os ciganos da restante população”.
Segundo um estudo do Banco Mundial, os ciganos constituem a etnia mais jovem do continente europeu, devido, sobretudo, ao alto índice de natalidade verificado entre a sua população (entre 40% a 50% tem menos de 20 anos), que se estima contar entre sete e nove milhões de habitantes. De acordo com a União Europeia, porém, este número poderá variar entre os 10 e os 12 milhões, o que representaria cerca de 2% da população dos 25 países que integram a UE. A falta de estatísticas fiáveis sobre este grupo deve-se ao facto de muitos ciganos não declararem a sua etnia de origem com receio de serem discriminados.
Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre os ciganos do Leste europeu confirma que o seu nível de vida é muito inferior ao da restante população.
Na Bulgária e na Sérvia, por exemplo, o número de ciganos que vive abaixo do limiar de pobreza é cinco vezes superior à da restante população. Na Roménia, sete em cada dez ciganos não têm acesso a água potável e oito em cada dez não tem acesso a medicamentos. Em toda a região, excepto na República Checa, menos de dois ciganos em cada dez tiveram acesso ao ensino básico.
Recentemente, cerca de dois mil ciganos manifestaram-se frente ao Parlamento búlgaro empunhando cartazes onde se podia ler palavras de ordem como “Queremos trabalhar, não queremos esmolas”, “Basta de mentiras” ou “A educação vai salvar-nos”.

Fonte: http://www.apagina.pt/

Published in: on julho 16, 2010 at 9:32 pm  Deixe um comentário  

SEMTHAS valoriza cultura cigana de Penedo

A comunidade cigana da cidade de penedo, com a parceria da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas), através da secretária Elenice Saldanha, participará da segunda edição do prêmio “culturas ciganas”, competição essa que tem como finalidade precípua, o resgate e a valorização das tradições daquela raça.

O auditório do Centro de Saúde III, Sesp, recebeu um grande número de ciganos, entre crianças e adultos, que foi convidado para participar desse evento representando a nossa cidade e  ver de perto através das palavras da representante do (MIC), Ministério da Cultura da região nordeste, Sônia Maria da Silva, a apresentação de forma sucinta de todas as regras da competição e como aquela comunidade cigana deveria proceder para participar desse evento cultu-
ral promovido pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Secretaria Nacional de Identidade e Diversidade Cultural, além da Pastoral dos Nômades do Brasil, todos ligados ao Ministério da Cultura.

Vale salientar, que após o encontro, ficou decidida a realização de oficinas para preparação dos grupos ciganos de Penedo, que auxiliados por membros da Secretaria Municipal de Cultura e da Semthas, farão um trabalho conjunto, visando um bom desempenho nesse concurso nacional de valorização da cultura cigana, onde com isso quem ganhará, é sem sombra de dúvida, a cidade de Penedo.

Em síntese, esse concurso permitirá a participação direta daqueles que não dominam a escrita, e servirá para o povo cigano vivenciar suas tradições culturais. Durante a reunião deu-se muitos testemunhos de nossos ciganos, mostrando como é o seu cotidiano e falando da discriminação, da qual ainda são vítimas por parte da sociedade que os colocam à margem do processo.

Fonte: http://www.conexaopenedo.com.br/

Published in: on junho 7, 2010 at 6:15 pm  Deixe um comentário  

Eslováquia planeja separar as crianças romani de suas famílias

A Amnesty International advertiu que estabelecer internatos para meninos e meninas romani  [ciganos] “e separá-los gradualmente de sua forma de vida atual nos assentamentos” é discriminatório e um claro ataque ao modo de vida romani.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, afirmou hoje (8 de março) que o governo propõe um sistema no qual os menores de idade romani sejam separados dos assentamentos para estudar em internatos.

“A idéia de que meninos e meninas romani devem ser separados de suas famílias e educados em internatos, quando poderiam receber educação em escolas normais próximas de suas moradias, vai claramente contra o interesse superior dos menores. Tirá-los de seu ambiente e separá-los de suas famílias é um atentado contra a sua identidade”, disse Halya Gowan, diretora do Programa Regional da Amnesty International para a Europa e a Ásia Central.

O falto de algumas famílias romani viverem em assentamentos – como outras famílias na Eslováquia – traz dificuldades para apoiar a educação de seus filhos devido á pobreza, às barreiras idiomáticas e outros fatores que demonstram a necessidade de o governo oferecer apoio e ajuda para que superem estes obstáculos.

“Isolados do exterior, as crianças romani têm mais dificuldades para participar plenamente na sociedade eslovaca. A proposta do governo perpetuará a segregação na qual vivem atualmente. De fato, pressupõe sua oficialização”, afirmou Halya Gowan.

“A proposta do governo destoa completamente dos avanços na União Europeia. Se adotada, seria uma contravenção absoluta à legislação eslovaca e às normas internacionais de direitos humanos contra a discriminação, que são de cumprimento obrigatório pela Eslováquia”.

A Amnesty International já havia exposto motivos de grande preocupação pela discriminação e segregação dos meninos e meninas romani nas escolas eslovacas, incluindo sua escolarização em centros especiais e classes para alunos com deficiência mental.

“Em vez de estabelecer um sistema de educação paralelo baseado na origem étnica dos menores, o governo eslovaco deve concentrar seus esforços em garantir que as escolas de educação geral incluam a todas as crianças, independente de sua procedência social, idioma ou outras capacidades”, afirmou Halya Gowan.

A Amnesty International pediu ao governo da Eslováquia que aborde o problema desde sua raiz: a segregação persistente dos menores romani na educação, e que tente resolvê-lo introduzindo reformas no sistema de educação dirigidas a garantir um ensino realmente inclusivo para todos os meninos e meninas. O governo deve proporcionar o apoio necessário às famílias e aos alunos que necessitem, para que possam participar de forma eficaz e desenvolver ao máximo seu potencial dentro da educação primária geral.

Veja também:

Slovakia: Roma Children Still Lose Out: Segregation persists in Slovak schools despite new law – Campaign Digest

Nota aos jornalistas

Este trabalho é parte da campanha da Amnesty International ‘Exija Dignidade’, dirigida a pôr fim às violações dos direitos humanos que conduzem à pobreza mundial e a agravam. A campanha mobilizará pessoas de todo o mundo para exigir que governos, empresas e outros escutem as vozes de quem vive na pobreza e reconheçam e protejam seus direitos. Desejando mais informações, visitem: http://www.amnesty.org/es/demand-dignity.

Amnesty International

Comunicado à Imprensa – Índice AI: PRE01/077/2010

8 de março de 2010

Tradução livre

Published in: on maio 27, 2010 at 3:27 pm  Deixe um comentário  

Prêmio Culturas Ciganas 2010

16 de abril de 2010 

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) publicou no dia 16 de abril, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 18 a 21), o Edital nº 006 abrindo as incrições para o Prêmio Culturas Ciganas 2010. Os interessados têm até o dia 12 de julho para enviarem suas inscrições.

O Prêmio Culturas Ciganas 2010 está em sua segunda edição e premiará 30 iniciativas que envolvam trabalhos, individuais ou coletivos, que fortaleçam as expressões culturais ciganas. A nova edição do Prêmio Culturas Ciganas distribuirá R$ 300.000,00 em prêmios, sendo R$ 10 mil para cada iniciativa premiada.

As inscrições, para os concursos poderão ser feitas pelos Correios, por áudio, vídeo e pela internet. As inscrições online, no entanto, estarão disponíveis apenas nos próximos dias. A SID/MinC divulgará a data prevista para a implementação deste novo recurso, ainda em fase de testes.

Confira o edital e os anexos:

Edital em PDF: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/edital-premio-culturas-ciganas-2010.pdf

Cartilha: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/manual-premio-culturas-ciganas-2010.pdf

Inscrições on line: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/05/tutorial-salic-web-para-editais.pdf

Informações e esclarecimentos referentes ao edital poderão ser obtidos  pelo endereço eletrônico <!–

premioculturacigana2010@cultura.gov.br ou pelo telefone/fax (61) 2024 2383, de segunda a sexta, das 9 às 18h na Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural.

Published in: on maio 12, 2010 at 8:34 pm  Deixe um comentário  

Ciganos lamentam discriminação

Representantes da Igreja e associações civis reunidas em Fórum Ibérico

O povo cigano “foi e continua a ser discriminado há mais de 500 anos”, disse Dinis Abreu, Presidente da CIGLEI (Associação Cigana de Leiria), no Fórum Ibérico sobre a Etnia Cigana.

A decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até dia 9, este Fórum pretende analisar a problemática caracterizada relativamente à conjuntura da etnia cigana em Portugal e Espanha.

Dinis Abreu sublinhou que os ciganos são uma comunidade com uma “cultura própria e tradições diferentes, com regras de conduta que respeitamos, mas também uma comunidade com vontade de modernização e com anseios de desenvolvimento e de progresso”.

“Cansados de tanta discriminação”, os ciganos tiveram de criar o seu próprio modo de vida. Primeiro, “nas feiras, a venda do gado e, mais tarde, em feiras e mercados, o comércio do têxtil e calçado”.

Actualmente, apesar da “forte vontade do cumprimento da lei”, o presidente da referida associação lamenta que essas mesmas leis “estão desajustadas da vida real e, por isso, não contribuindo para um harmonioso desenvolvimento da etnia cigana”.

“São leis feitas por burocratas de gabinete que nem sonham o que é ser comerciante em feiras e mercados, não tendo consultado quem sente as agruras do dia-a-dia de um cigano”, acrescenta.

Na apresentação do «III Relatório sobre Portugal pela Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI): aspectos relativos aos ciganos», Fernando Ferreira Ramos disse aos participantes que “há um agravamento das situações das comunidades ciganas em Portugal”.

Apesar dos “esforços desenvolvidos” pelas instâncias internacionais, este membro do ECRI afirmou à Agência ECCLESIA que existe “uma necessidade de prever e de adoptar uma estratégia nacional de luta contra o anti-ciganismo”.

O relatório – datado de 2006 – chega à conclusão que “há uma exclusão social das comunidades ciganas a viver em Portugal”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, afirmou que “é necessário mudar a mentalidade sobre a etnia cigana” e “criar um certo acolhimento a estas minorias”. Esta alteração “demora muitas gerações”.

Apesar de reconhecer que até ao momento nenhum país conseguiu “a inclusão desta etnia”, D. António Vitalino refere que há países “mais adiantados que o nosso” nesta área.

A criação de condições “é uma ferramenta necessária” para a inclusão. Uma criança que vive numa “tenda ou na barraca” não faz o seu círculo de amigos e “não cria a sua situação de estabilidade para aprender as normas e as regras” – frisou o Presidente da Comissão Episcopal.

Por sua vez, Dinis Abreu pede ao Governo que “não nos ostracize ainda mais”.

Depois de apresentar os problemas da etnia cigana, António Pinto Nunes, Presidente da Federação Calhim Portuguesa, alerta “os governantes para as manobras de aproximação que os ciganos estão a fazer no sentido da inclusão do nosso povo”. E avança: “nós queremos que nos conheçam melhor”.

Hoje, dia 8 de Abril, celebra-se o Dia Internacional dos Ciganos que foi oficializado em 1971, no Congresso Mundial de Ciganos em Londres, tendo sido aceite pela maioria das associações de comunidades ciganas, com vista à promoção da sua cultura.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

Published in: on abril 29, 2010 at 3:13 pm  Deixe um comentário  

ONU alerta para situação de minorias e migrantes na Itália

12 de Março de 2010 – 21h01

Em visita de dois dias ao país, Navi Pillay, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, diz que teve a chance de conhecer a realidade de algumas questões discutidas com o governo italiano, como a situação das minorias, dos migrantes e aqueles que procuram asilo na Itália.

Em comunicado, ela disse que manteve encontros com autoridades italianas, ministros e representantes de organizações não governamentais.

Instituição

Navi afirmou que visitou dois campos de ciganos na periferia de Roma e ressaltou que teve a chance de conhecer a realidade de algumas questões discutidas com o governo italiano, como a situação das minorias, dos migrantes e aqueles que procuram asilo na Itália.

Ela também disse que enfatizou às autoridades a necessidade de liberdade de imprensa e o estabelecimento de uma instituição de promoção e proteção de direitos humanos no país.

Segundo Navi, as preocupações centrais relacionadas aos migrantes estão ligadas à políticas de criminalização e segurança que levam homens, mulheres e crianças que não cometeram nenhum delito a passar mais tempo na prisão do que os próprios condenados.

Ciganos

Ela afirmou que levantou questões sobre os direitos humanos dos ciganos, como cuidados com a saúde e educação, especialmente os que vivem em acampamentos espontâneos.

Navi ressaltou que estava alarmada com relatos negativos sobre migrantes e ciganos por parte da mídia, políticos e autoridades.

Segundo ela, uma pesquisa com mais de 5,5 mil reportagens de televisão mostrou que apenas 26 não relacionavam imigração com crimes ou segurança.

Fonte: Rádio das Nações Unidas

Published in: on abril 5, 2010 at 5:15 pm  Deixe um comentário  

ONGs ciganas saem em defesa de mãe que teve criança retirada à força em SP

Quinze integrantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) de defesa de direitos da comunidade cigana se posicionaram em frente ao Fórum de Jundiaí na tarde desta quinta-feira (18) para acompanhar a audiência de conciliação que trata da menina de um ano e dois meses arrancada dos braços da mãe por uma integrante da Guarda Civil Municipal na segunda-feira (15). A Polícia Militar mantém uma base comunitária e um carro no local. A audiência teve início às 16h. A cigana reencontrou a filha na manhã desta quinta.

De acordo com a acusação que deu origem ao procedimento investigatório e à ordem judicial para apreensão da criança, a mãe usava o bebê para sensibilizar a população da cidade a entregar esmolas em uma rua do centro de Jundiaí. A mãe, de origem cigana, afirma que ganha dinheiro apenas com a leitura de mãos e nega que tenha explorado a criança. O bebê foi levado para uma creche. Márcia Yáskara Guelpa, da Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), disse ao G1 que a comunidade cigana entendeu que a apreensão da criança não levou em consideração a cultura da comunidade. “Ela não estava mendingando. Toda mãe cigana anda com o filho colado ao corpo. Me sinto totalmente insultada e perplexa. Vamos até o fim. Queremos saber o porquê disso”, afirmou. Azimar Olon, do Centro de Estudos e Resgate da Cultura Cigana, disse que as lideranças estão dispostas a dormir na praça em frente ao fórum até que a criança seja liberada. “Já estamos acostumados. Para nós não será nenhum esforço”, afirmou.

O advogado Frederico de Pieri, contratado para defender a família no processo investigatório instaurado pela Justiça, afirmou que vai requerer ao juiz da Vara da Infância e Juventude de Jundiaí a liberação da criança, sob o argumento de que ela é bem tratada pela mãe e que tem residência fixa em Campinas, também no interior de São Paulo. Em nota, a Prefeitura de Jundiaí disse que a Guarda Municipal “lamenta profundamente o ocorrido”. “Não cabe à Guarda Municipal discutir e sim obedecer as razões que determinaram a decisão do Juiz da Vara da Infância e Juventude, dr. Jefferson Barbin Torelli. A ação foi realizada no estrito cumprimento de mandado judiciário, que não pode ser desobedecido.”

Fonte: http://g1.globo.com/

Published in: on março 26, 2010 at 7:25 am  Deixe um comentário