Madonna vaiada em seu próprio show por defender ciganos e homossexuais na Romênia

Milhares de fãs vaiaram a popstar Madonna depois que ela se pronunciou contra a discriminação dos ciganos no Leste Europeu durante um de seus shows.

Madonna parou seu show em Bucareste, capital da Romênia, para dizer que os ciganos (também conhecidos como Roma) eram discriminados no Leste Europeu. Ela disse que isso a deixava “triste” e que ninguém deve sofrer discriminação;

Milhares de pessoas, em um público total de 60 mil, vaiaram a cantora. Ela não reagiu.

O show, que aconteceu a poucos metros do palácio gigantesco do ex-ditador comunista Nicolae Ceausescu, teve participação de músicos e dançarinos do povo Roma. As performances deles foram aplaudidos pela plateia.

Existem oficialmente em torno de 500 mil ciganos na Romênia, mas o número real deles pode chegar a 2 milhões. Eles enfrentam preconceito e discriminação na Romênia e em outras nações do Leste Europeu.

Fonte: http://g1.globo.com/ —> Notícia de 27/08/09

Se entender italiano, note as mensagens de ódio veiculadas nesse video:

Pra quem quiser assistir à música toda em qualidade melhor:

Published in: on dezembro 3, 2010 at 9:47 pm  Deixe um comentário  

Mulher Cigana: Entre o Sonho e a Realidade

Vídeo produzido pelo pessoal do CERCI no Brasil, com entrevistas com mulheres ciganas, suas necessidades e realidades.

Published in: on novembro 14, 2010 at 12:50 pm  Deixe um comentário  

Unesco forma força-tarefa sobre educação de crianças ciganas

NOVA IORQUE (Rádio ONU) – A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, realiza nesta quinta-feira uma reunião de dois dias para debater problemas sobre a educação de crianças ciganas.

Segundo a Unesco, o povo Roma enfrenta, muitas vezes, discriminação nas escolas o que impede que as crianças concluam seu ensino fundamental.

A agência da ONU tem uma força-tarefa para tratar do tema, conhecida como Itfer. O encontro ocorrerá no Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo, na França.

10 Milhões de Integrantes

Os debates se concentraram desde o ensino pré-escolar passando a cursos profissionalizantes até a educação de adultos.

O povo Roma, na Europa, tem mais de 10 milhões de integrantes. Cerca de 50% dos ciganos no continente não conseguem terminar o ensino primário.

De todos os povos europeus, os Roma são o que têm o maior risco de permanecerem numa situação de pobreza, baixos níveis de escolaridade e desemprego.

 

Fonte: http://www.oreporter.com/

Published in: on novembro 14, 2010 at 12:47 pm  Deixe um comentário  

Uma semana na pele de um cigano

Os ciganos nunca estiveram tão presentes no debate público. Este ano, foram expulsos de França oito mil ciganos romenos mas metade deles já regressou àquele país. Que hipóteses têm os ciganos de ser aceites na Roménia? Percebi a situação, vestindo o traje de cigano durante uma semana: chapéu, camisa colorida, blusão de cabedal e calças de veludo. Deixei crescer o bigode; a pele morena foi Deus que ma deu.

Comecei pela Praça da Universidade [em Bucareste]. Encontrei ali estudantes bêbedos que fizeram troça de mim e me gritaram algumas palavras bem conhecidas da língua cigana: “mucles” (vai-te catar!), “bahtalo” (boa sorte), “sokeres” (como vai isso?). Um loiro alto tirou-me uma fotografia e, depois, fotografou as garrafas pousadas no passeio, os cães e os mendigos. No seu computador, na Escandinávia, a minha foto será provavelmente classificada na secção “Bucharest garbage” [lixo de Bucareste].

Adevarul

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/

Published in: on novembro 14, 2010 at 12:45 pm  Deixe um comentário  

Família Sbano

A família Sbano é uma tradicional família cigana de circo. Eles organizam duas festas por ano: em homenagem a Santa Sara, em maio, e a Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Seu número mais famoso é o dos laços e chicotes, que foi apresentado a pouco tempo no programa Legendários, da Record. Além disso, tem uma campanha muito bonita pelo circo sem animais, contanto apenas com o trabalho e talento humano.

Particularmente, eu sou fãzassa deles!

Então aí vai um vídeo de uma de suas apresentações e outro do programa Legendários:

Published in: on outubro 20, 2010 at 4:17 pm  Deixe um comentário  

Dez séculos de discriminação

Por Mário de Queiroz, Agência IPS | Tradução: Cauê Ameni


“Enquanto o racismo na América voltou-se contra os antigos escravos africanos e indígenas, o racismo europeu sempre focou em seus antigos escravos ciganos. A atual perseguição na França e Itália confirma este fenômeno”.

A denúncia foi feita pelo antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa e anfitrião do encontro Ciganos no século XXI, que reuniu em Lisboa, em setembro, as principais organizações mundiais de defesa das comunidades ciganas.

Os membros da reunião anual da Gypsy Lore Society (Sociedade de Tradição Cigana), realizada na capital portuguesa, destacaram em uma resolução que a sociedade antropológica “vê como alarmante a adoção, pelas autoridades francesas e italianas, de uma retórica anti-cigana,.”

Também expressaram sua “redobrada preocupação pela política de expulsão, que pode desembocar em graves consequências para as relações entre as populações majoritárias europeias e as vulneráveis minorias ciganas”, explicou Bastos à IPS.

As políticas contra a população ciganaadotadas pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo primeiro ministro italiano, Sílvio Berlusconi, polarizaram as atenções do encontro da GLS na Universidade Nova de Lisboa, que reuniu organizações de 22 países.

O governo francês começou a implementar, desde agosto, um plano de destruição dos acampamentos ciganos em seu território e de expulsão massiva e forçada de ciganos à Bulgária, Romênia e outros países do leste europeu.

Trata-se de uma ofensiva muito semelhante à realizada pelo governo italiano desde 2008, com a diferença de que Berlusconi emitiu publicamente o seu assim chamado “pacote de segurança”, levando a expulsão de milhares de ciganos de seu território.

Os ciganos são a maior minoria na Europa, com uma população entre 10 e 16 milhões de pessoas — o que não impede sua criminalização e as cíclicas ondas de perseguição.

Na reunião de Lisboa, estiveram presente representantes de grupos vinculados aos ciganosda Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã Bretanha, Hungria, Itália, Islândia, Japão, Polônia, Portugal, Romênia, Servia, Suécia, Suíça e Turquia.

José Pereira Bastos frisou que as organizações nunca adotaram posturas no campo estritamente político. Afirmou, porém, que nesta ocasião não podia deixar de criticar as perseguições étnicas à comunidade romena pelos governos de Paris e Roma.

Com 120 anos de existência, a GLS é “a sociedade cientifica mais antiga do mundo na área da antropologia. Nasceu em 1888, em Londres. Em 1989, transferiu sua sede para os Estados Unidos, e desta vez condena as medidas adotadas em França e Itália”, explicou.

O acadêmico recordou que os ciganos foram os escravos da Europa desde que o sultão de Ghazni (região atual do Afeganistão) começou a fazer incursões no norte da Índia, capturando os povos que ali viviam.

No inverno de 1019/1020, o sultão conquistou a cidade sagrada de Kannauj, “nessa época uma das mais antigas e letradas da Índia, capturando milhares de pessoas, e vendendo-as em seguida aos persas”, explicou o antropólogo e ativista. Por sua vez, os persas os venderam para países hoje situados no leste europeu .

“Sabe-se que 2.300 deles foram colocados em uma zona dos principados cristãos ortodoxos da Transilvânia e da Moldávia, que hoje representam dois terços da atual Romênia. Lá, foram convertidos em escravos do príncipe, dos conventos e dos latifundiários rurais”, disse o anfitrião da GLS.

Durante as perseguições do século 15, contra judeus e muçulmanos, começam também a “caçar” os ciganos, “pois eram considerados vagabundos e delinquentes”“Na Alemanha e Holanda, eram exterminados a tiros por caçadores pagos por cabeça”, recordou, para afirmar que “na Europa, o proposito de extermínio dos ciganos sempre foi muito claro”.

A antropóloga Daniela Rodrigues, integrante da organização não-governamental SOS Racismo e participante do encontro, assegurou à IPS que as expulsões dos ciganos na região da França e Itália correspondem a “uma estratégia política populista”.

Daniela trabalha na promoção de escolarização da população infantil cigana, em Portugal. Explicou que uma de suas principais tarefas é “a mediação com as famílias, para incentivá-las a que enviem seus filhos as escolas”.Pois “a baixa escolaridade cigana tem a ver também com sua própria percepção, onde muitos deles pensam que ir a escola os fazem perder sua indenidade étnica”.

Este fenômeno “é muito mais frequente entra as meninas que entre os meninos. Quando uma cigana tem um alto nível educativo, sua própria comunidade começa a dizer que ela já deixou de ser cigana, olhando a com um certo desprezo”, detalhou.

Daniela assegurou que em Portugal “existe também uma discriminação contra os ciganos, especialmente por parte da policia, que quando faz vistorias nas feiras, seleciona preferencialmente os comerciantes romenos”.“Mas a diferença com a França e Itália, é que as operações para o controle de estrangeiros indocumentados não os têm como alvos principais”, explicou.

Nos casos francês e italiano, “ao invés de fazer um controle de imigração em geral, com todos indocumentados, o que fazem são operações contra uma minoria étnica especifica, que obedece a uma estratégia populista”, completou Rodrigues.

Outra diferença fundamental é que Portugal “optou por adotar um sistema de bairros populares mistos, construídos com a perspectiva de que os ciganos convivam com africanos, brasileiros e portugueses brancos e mestiços. Há menos descriminalização, à medida em que crescem juntos”, sublinhou.

Num documento apresentado no encontro, o espanhol Santiago González Avión, diretor na Galícia da Fundação Secretariado Gitano (FSG), colocou o dedo na ferida sobre as divisões entre as próprias comunidades ciganas.

“Entre os ciganos de nacionalidade espanhola, a fragmentação é forte. Galegos e castelhanos dividem-se. E há discriminação também entre os ciganos transmontamos, de nacionalidade portuguesa, e os espanhóis, apontou González.

O documento também denuncia as condições de precaridade social, como a pobreza econômica e a exclusão social destes grupos.

O diretor da FSG lamenta que “os ciganos do leste europeu não tenham estabelecido laços mais fortes com as populações restantes. Produz-se uma fraqueza para o movimento cigano de se articular para reivindicar direitos de cidadania e políticas inclusivas.”

“São as politicas gerais, de caracter inclusivo, as que maiores efeitos tinham na melhora das condições de vida e no reconhecimento dos direitos das popuplações ciganas”, explica.

E estes projetos de inclusão “promovem o que se conhece pela lógica do acesso, mas não a lógica de enraizamento: sentir como suas políticas e incorporá-las as agendas pessoais e às estratégias de grupo”, conclui González.

 

Fonte: http://www.outraspalavras.net/

Published in: on outubro 20, 2010 at 3:56 pm  Deixe um comentário  

“Sou cigano. Tenho de provar que não sou ruim”

A relação dos ciganos com a comunidade maioritária teima em avançar lentamente. De um lado mantém-se o medo de perder identidade, do outro perpetuam-se mitos e ideias feitas. O desconhecimento leva a um virar de costas que já dura há cinco séculos.
Na Feira de Gondomar, a família Coutinho toma conta de um dos corredores centrais. São 11 irmãos ciganos, quase todos no negócio da venda de roupa. Entre os pregões que prometem “tudo a dois euros” ou afiançam que “só não leva quem for tolo”, o repatriamento de ciganos ilegais em França é tema de conversa recorrente. Ouve-se que “eles não estão a estorvar ninguém”, que “cada um tem direito à sua etnia” e que “é racismo em força, mesmo”.

Joel Coutinho, um dos 11 irmãos, é membro da União Romani Portuguesa. Esteve presente numa manifestação contra as políticas francesas, em Lisboa, no início de Setembro, “porque é preciso acabar com esta perseguição dos ciganos, que dura há séculos”.

Joel teme que o que está a acontecer em França gere onda anti-cigana. Considera, por isso, urgente que a comunidade aprenda a defender-se pela lei: “Dizem que os ciganos são maus. Não são, mas pensam que com a violência resolvem as coisas… e quando usam a violência perdem a razão”.

Ciganos entre nós

“Se não comes a sopa, vem o cigano e leva-te”
Quinhentos anos depois da chegada dos primeiros ciganos a Portugal, a relação com a comunidade maioritária teima em avançar lentamente. Há um ano à frente do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), Rosário Framhouse identifica, de parte a parte, “uma relação de tensão, de desconfiança, de medo”.

A comunidade maioritária cresceu a ouvir “se não comes a sopa, vem o cigano e leva-te”; do outro lado, grande parte da comunidade cigana continua a fechar-se, “com receio de perder a identidade”, passando ao lado das ferramentas “que lhes permitiriam defender essa identidade”, sublinha Farmhouse.

Não se sabe quantos ciganos vivem em Portugal. Estima-se que sejam entre 40 e 50 mil, mas a Constituição Portuguesa não permite identificar a etnia no registo. Sem números concretos quanto à escolaridade, condições de habitação, criminalidade, os mitos e preconceitos têm todo o espaço para crescer.

A dirigente do ACIDI aponta um exemplo: “Não é verdade que todos os ciganos recebem Rendimento Social de Inserção (RSI). Não chegam a 50% as famílias que recebem”. Dados do Instituto de Segurança Social relativos a Dezembro de 2008 indicam que a comunidade cigana representa 3,7% do total das famílias beneficiárias deste apoio financeiro do Estado.

“Somos o produto da nossa sociedade”
Camuflados na massa anónima, vão-se multiplicando casos como o de Hélio Serrano, 29 anos, a estagiar numa sociedade de advogados. Cresceu com os pais e os quatro irmãos num bairro de barracas perto do estádio de Alvalade. Teve “a sorte de ter um pai e uma mãe que trabalharam desde sempre” e, quando tinha 11 anos, mudaram-se para um apartamento em Loures, o que permitiu a Hélio e aos irmãos continuar a estudar.

Os pais são feirantes e Hélio sempre os acompanhou nas vendas. Foi assim que conseguiu ir pagando o curso e as contas da casa desde que se casou, aos 23 anos, com uma cigana de 18 anos. Hoje têm duas gémeas de cinco anos e uma filha ainda de meses.

“Tive preferência em casar dentro do grupo”, conta Hélio, porque “viver como cigano é viver de acordo com as regras e costumes”. São marcas de identidade que nunca escondeu – “ser cigano é um orgulho, as pessoas não compreendem isto”.

Mas Hélio também admite que não tem um percurso comum e que o momento em que se separou da comunidade determinou as oportunidades que se abriram. Às vezes questiona-se: “Se eu tivesse vivido com os ciganos, não tinha chegado a este patamar. Nós somos o produto da nossa sociedade, não é…”.

Hélio habituou-se a não usar a etnia como desculpa, mas sabe que vem aí um grande obstáculo. Para arranjar um emprego, “não parto em igualdade com os meus pares, porque primeiro vou ter de provar que não sou ruim”.

“E se ninguém dá emprego ao cigano?”
A entrada no mercado de trabalho é um dos maiores entraves à integração da comunidade cigana. Fora do circuito da venda ambulante, poucos empregos lhes são confiados. Para António Pinto Nunes, presidente da Federação das Associações Ciganas Portuguesas, “o medo de muitos ciganos é tirar o filho do negócio para ele estudar” e temer que esse esforço não compense.

“Com 20 ou 25 anos, quando estiver formado, ele não sabe comprar um sapato para vender ou avaliar o stock de uma loja. E se ninguém lhe der um emprego, se ele for médico e não o quiserem, se for um advogado e ninguém confiar nele? Vai ser um vagabundo? Vai ser pior do que se andasse ao negócio”, conclui.

Para quem permanece ligado às vendas, as vantagens da escola terminam muito cedo. Maria José Casa-Nova, investigadora da universidade do Minho, verificou em vários trabalhos de campo que “hoje em dia, praticamente todos os ciganos frequentam o primeiro ciclo, porque consideram essencial saber ler e escrever. A questão do manuseamento do dinheiro também é importante”. Aprendendo isto, “ a escola perde significado”.

Integração ou assimilação?
Há 20 anos a estudar a comunidade cigana, Maria José Casa-Nova acredita que o problema central está no próprio conceito de integração, pensado normalmente “de forma unilateral e subordinada”, sem ter em conta “o que é para esta minoria estar integrado”. A investigadora acredita que, se este não for um processo recíproco, trata-se de “assimilação”, porque “aquilo que se pretende é que este outro se torne semelhante a nós”, perdendo as suas características culturais.

Em 2008, Ano Europeu para o Diálogo Intercultural, a Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura correu o país para estudar a integração da população cigana e concluiu que “Portugal tem a opinião pública mais racista e estereotipada da União Europeia”.

Também o terceiro relatório da Comissão Contra o Racismo e a Intolerância do Conselho da Europa identificava, em 2006, uma presença marcada de estereótipos racistas entre a população portuguesa e recomendava a adopção de uma estratégia nacional para lutar contra a exclusão social dos ciganos.
Uma tarefa que implica construir pontes e, aos poucos, ir retirando à palavra cigano a conotação que carrega. No dicionário, ainda se define em registo informal como “trapaceiro, traficante, impostor”.

Fonte: http://www.rr.pt/
Published in: on setembro 23, 2010 at 6:04 pm  Deixe um comentário  

Vaticano e comissão da ONU criticam França por expulsão de ciganos

GENEBRA e CIDADE VATICANO – Uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) exortou nesta sexta-feira a França a suspender a expulsão de ciganos , e condenou os discursos políticos de “natureza discriminatória” no país e a escalada de atos violentos de “caráter racista”. De forma parecida, o Vaticano também mostrou preocupação com o caso e propôs uma regulamentação específica para a minoria.

A Comissão pela Eliminação da Discriminação Racial da ONU, formada por 18 especialistas, expressou preocupação de que as centenas de ciganos que supostamente aderiram recentemente ao programa de repatriação voluntária para a Romênia não tenham sido devidamente informados sobre seus direitos, nem tenham consentido livremente a voltar ao país de origem. O grupo também advertiu Paris pelo caráter coletivo das expulsões, que visariam um grupo étnico como um todo.

– O problema é a abordagem coletiva, baseada na questão étnica – destacou Patrick Thornberry, integrante da comissão.

As críticas foram rapidamente rebatidas pelo embaixador francês para os Direitos Humanos, François Zimeray, que afirmou que o governo de Nicolas Sarkozy “respeita escrupulosamente as leis da União Europeia e trata os ciganos caso a caso”.

– Nosso objetivo não é adicionar mais drama ao que já é dramático, nem mais sofrimento ao que já existe, mas sim colocar fim a uma situação que não é mais tolerável – disse Zimeray.

A França vem expulsando por ano cerca de dez mil ciganos de seu território. A situação, no entanto, passou a atrair maior atenção de grupos de direitos humanos e da mídia quando Nicolas Sarkozy endureceu, no mês passado, a ofensiva contra os que vivem ilegalmente na França, associando-os à prostituição e à exploração de menores. Na ocasião, o presidente francês prometeu desmantelar acampamentos ilegais da minoria – cem deles já foram fechados- e expulsar 700 ciganos até o fim deste mês.

A oposição critica a investida e acusa o presidente de disseminar racismo para aumentar sua popularidade, que está em baixa. Uma pesquisa publicada nesta sexta pelo “Figaro” aponta que dois a cada três franceses apoiam a expulsão.

Fazendo coro à comissão da ONU, o Vaticano também expressou preocupação em relação à condição dos ciganos na Europa, e propôs a adoção de regras particulares para a minoria.

– Os ciganos constituem a minoria mais importante da Europa, com mais de 12 milhões de pessoas. Deveríamos criar uma regulamentação especial que leve em conta suas tradições e sua cultura – disse Agostino Marchetto, secretário do Pontifício Conselho para Migrantes.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Published in: on setembro 4, 2010 at 10:54 am  Deixe um comentário  

Senhora idosa moradora de rua é acolhida por calons em S. B. do Campo

Uma imagem vale mais que mil palavras.

Os calons não vieram se vangloriar disso pra mim. Estavam me mostrando suas barracas e eu é que perguntei quem era esta senhora. Me responderam que ela estava com frio e fome, morando na rua. Então, a acolheram.

Published in: on agosto 16, 2010 at 3:02 pm  Comments (1)  

Vingança étnica: jovem de 14 anos colocava vídeos anti-ciganos na internet

Um rapaz de 14 anos publicou vários vídeos no YouTube incentivando à violência étnica contra a comunidade cigana de Elvas. O jovem já foi identificado e interrogado pela PJ.

Os vídeos – intitulados “porrada nos ciganos” – continuam alojados no site. No entanto, já foi desactivado o blogue do mesmo suspeito. Nos filmes podem ver-se, ainda que com má qualidade, dois actos de vandalismo sobre carrinhas de indivíduos de etnia cigana.

Dois dos vídeos dizem respeito ao incidente do passado dia 29 de Março que levou à identificação do rapaz, que terá ateado fogo a uma viatura que ficou quase totalmente destruída.

Fonte policial contou ao Diário de Notícias que o clima de tensão com a comunidade cigana de Elvas começou em Fevereiro, quando cinco bombeiros foram hospitalizados com ferimentos graves provocados por uma explosão de pólvora num incêndio num acampamento cigano da zona. Dias antes, tinham sido agredidos no mesmo local.

Já no início do mês de Março, a Câmara Municipal de Elvas ordenou a demolição das barracas do acampamento das Fontainhas. As quatro famílias ciganas que aí viviam foram realojadas no Bairro de São Pedro, junto ao quartel dos bombeiros, onde residem outras famílias.

“O clima de tensão no local era evidente e começou a ser acompanhado das mensagens na Internet a incentivar à violência”, disse a fonte policial.

“Está a viver-se um ambiente muito mau, há quem não nos queira cá”, afirmou um morador, que não quis ser identificado.

Fonte: http://diario.iol.pt/

Published in: on agosto 3, 2010 at 11:55 am  Deixe um comentário